Blog de Finanças | 21 Dezembro 2017

Gestão do Desempenho Empresarial (GDE): a evolução do reporting financeiro

GDE

Os ciclos de reporting financeiro estão, mais do que nunca, sob grande pressão. As novas normas, as expetativas de transparência acrescidas e os níveis de rastreabilidade aumentados contribuíram para uma mudança considerável na forma como as organizações relatam a informação sobre o desempenho. Como resultado, a Gestão do Desempenho Empresarial (GDE) está, cada vez mais, a ser incorporada.
Os benefícios são claros. Uma abordagem consolidada para dados de negócio importantes, e não só para a informação financeira, fornecem um enquadramento mais amplo sobre comparações de orçamentos e previsão do futuro que combina os dados de todos os departamentos fundamentais. De acordo com este modelo, o processo de reporting inclui indicadores avançados como o canal de vendas, a análise da concorrência, o lançamento de produtos e os níveis de satisfação do cliente.
Sendo o objetivo principal do reporting revelar o que se passa no negócio a qualquer momento, esta evolução é essencial para acompanhar o ritmo acelerado do panorama empresarial – com relatórios financeiros que são acessíveis a múltiplas equipas promovendo a colaboração.
O diálogo entre os departamentos permite que as Finanças trabalhem estrategicamente com todos os departamentos. Assim melhoram o processo de decisão. Esta é uma área que continua a ser de extrema importância, como evidenciado pelas opiniões reunidas tanto de profissionais das Finanças como de RH em inquéritos recentes.
Os sistemas de GDE permitem que os principais acionistas tenham acesso à evolução do desempenho empresarial face ao orçamento interno e à concorrência, assim como ao panorama geral da saúde financeira de uma empresa. No entanto, a exatidão destes balanços é, em grande parte, dependente da qualidade dos dados. Apesar de serem utilizadas tradicionalmente no reporting, as folhas de cálculo podem promover erros dispendiosos.
Em processos complexos, como a Consolidação, Orçamentação e Previsão, não é aconselhada a utilização de folhas de cálculo devido à potenciação de erros. As melhores práticas pressupõem os dados contidos num só repositório que incorpora ferramentas analíticas poderosas e controlos que asseguram validade, segurança e qualidade.
O clássico “row and column” do reporting financeiro de dados deve ser levado a outro nível ao adicionar o contexto. Os profissionais das Finanças que não o fizerem serão incapazes de cumprir o objetivo principal do reporting financeiro: chegar às pessoas certas, no momento certo e com informação exata e utilizável.