Blog de Finanças | 21 Janeiro 2019

3 Pontos-chave a ter em conta para 2019 se é CFO

Retos-DAF-por-compressor

Se é CFO, ocupa uma posição de importância estratégica na sua empresa. Mais do que ninguém deve estar ciente do que acontece no mercado. É sua responsabilidade o crescimento financeiro de sua empresa. Além de garantir o cumprimento do plano financeiro e de obter rácios financeiros saudáveis ​​para as contas anuais e trimestrais, deve ser o primeiro a detetar tendências, mudanças de direção e fatores determinantes que possam condicionar o desenvolvimento da atividade comercial. Desta forma, estará mais preparado para ocupar uma posição privilegiada e competitiva, no futuro de curto e médio prazo.

O início do ano civil é um bom momento para rever a situação global à sua volta. Situação política, económica, jurídica, tecnológica e social são terrenos férteis e em constante mutação que podem ostensivamente modificar as condições de trabalho, os limites e os desafios a serem enfrentados em 2019. Damos-lhe três pistas de contextos e realidades que deve observar, para enfrentar a tempestade de um mercado caprichoso e convulsivo.

1. Um ecossistema dominado pela interrupção e pala mudança

O ambiente no qual se desenvolvem as atividades empresariais é mais mutável e sinuoso que nunca. Novos concorrentes aparecem permanentemente, em alguns casos com ações bastante proactivas e agressivas. A informação é difundida em tempo real, o que permite também o acesso imediato à mesma e o trabalho em rede.

Na verdade, o Software de Gestão Financeira tornou-se uma ferramenta que fornece um importante valor competitivo e começa a ser um must em muitos setores; As criptomoedas representam um novo cenário, até recentemente totalmente desconhecido. Atualmente condicionam completamente o setor bancário e devem ser um elemento a ser dominado por qualquer CFO minimamente preocupado com o futuro.

Estes e outros condicionantes formam um ecossistema onde a tecnologia desempenha um papel altamente relevante. É por isso que o Software de Gestão Financeira não é apenas uma moda ou uma tendência passageira. A quantidade de tarefas, funções, processos e dinâmicas com as quais contribui, pode ajudar a diferenciar positivamente uma empresa. A revolução tecnológica não oferece apenas oportunidades e abre novos horizontes para as finanças das empresas. Implica também um terreno pantanoso para todo o diretor financeiro pouco disposto e acostumado com as inovações e o pensamento «out the box».

2. Instabilidade política e restrições regulatórias

Os cenários políticos de importantes mercados internacionais, como o Reino Unido ou Estados Unidos, também determinam a perspetiva com a qual um CFO deve confrontar as suas ações. Especialmente se alguns dos seus objetivos estiverem além-fronteiras.

O quadro político e económico estabelecido pela saída do Reino Unido da União Europeia, com o Brexit, e a tendência para o protecionismo e hiper-regulação da administração Trump – ou a retirada dos EUA do Acordo de Parceria Trans-Pacífico, por exemplo, vão condicionar tremendamente todos os mercados este ano.

Tal impacto pode ser associado à MiFID II – diretiva europeia que regula os mercados financeiros -, a nova versão do “Regulamento de Basileia”, ou a diretiva PSD2 para desenvolver pagamentos eletrônicos. Esse novo quadro regulatório e a instabilidade política global obrigarão os gestores financeiros a estarem mais informados do que nunca, bem como formados e preparados para reagir a estas novas realidades.

3. Ciber-Segurança

Já falamos sobre desenvolvimento tecnológico, assim como sobre a implementação de novas ferramentas de Software para gestão financeira. Esse desenvolvimento implica, ao mesmo tempo, novas ameaças e riscos de segurança. Na segurança cibernética (Ciber-Segurança), para ser mais exato. Esses novos riscos comprometem a estabilidade dos novos modelos de negócios. Para evitar esta situação, o diretor financeiro deve trabalhar de perto com o CTO (Chief Technology Officer). Dependerá da coordenação e fluidez do trabalho deste conjunto que os riscos potenciais na segurança cibernética não comprometam a maior parte do trabalho da empresa.