Blog de Finanças | 23 Maio 2019

O lado mais gentil da gestão financeira: a economia circular

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A gestão financeira pode levar a interpretações tendenciosas, erradas ou incompletas dos seus objetivos e dinâmicas de trabalho. Nos círculos fora do negócio, as estratégias de diferentes organizações podem ser interpretadas como agressivas, destrutivas e com um único objetivo em mente: o benefício em si. Pode-se ser tentado a ignorar esses tipos de vozes ou interpretações contrárias, uma vez que elas não pertencem ao “ecossistema” comum. No entanto, é crucial reverter essa perceção.

Não é apenas porque é falso, mas também porque nenhuma empresa pode alcançar o sucesso sem levar em conta a sociedade em que está inserida. Embora seja verdade que um dos objetivos que deve ser levado em conta é sempre ter um equilíbrio financeiro sólido e obter o máximo de benefícios possíveis, a empresa deve contribuir com algo para a sociedade da qual é sustentada, de uma forma ou de outra.

Responsabilidade social das empresas, um ingrediente essencial na estratégia

A responsabilidade social corporativa (RSE) das organizações entra em jogo aqui. Ou seja, o conjunto de ações e programas que visam ganhar destaque no tecido social e colaborar ativamente em áreas e com grupos de interesse para o desenvolvimento da comunidade: setores da população em situação de risco ou desfavorecidos, bairros em situação de desertificação ou degradados, ONG’s e associações para fins humanitários, sociais ou ambientais, etc.

As alternativas e opções de trabalho são infindáveis dependendo dos valores, objetivos e do alinhamento ético da própria organização. A RSE deve ser uma parte fundamental da estratégia global da empresa. E a economia circular deve ser tida como uma área de desenvolvimento que deve ser considerada.

O que significa a economia circular?

Trata-se dum sistema paradigma que suporta um modelo económico diferente do atual, visando maior sustentabilidade e a redução drástica do impacto ambiental.

Em vez de produzir, usar e deitar fora, esse paradigma defende a seguinte trilogia: reduzir, reciclar e, reutilizar. É um sistema de utilização de recursos onde a redução dos elementos é a prioridade: minimizar a produção ao indispensável, e quando é necessário fazer uso do produto, apostar na reutilização dos elementos que devido às suas propriedades não podem voltar ao meio ambiente.

Ou seja, a economia circular defende a utilização da maior parte dos materiais biodegradáveis ​​possíveis na fabricação de bens de primeira necessidade para que eles possam regressar à natureza, sem causar danos ao meio ambiente, esgotando sua vida útil. Nos casos, em que não é possível utilizar materiais deste tipo, o objetivo será dar-lhe uma nova vida, repondo o ciclo de produção de forma a construir uma nova peça. Quando isso não for possível, será reciclado de forma a respeitar o meio ambiente.

Implementar os princípios da economia circular no software de gestão financeira

Uma das vantagens de utilizar soluções inteligentes de gestão de negócios e inteligência financeira é a capacidade de monitorizar detalhadamente os recursos utilizados e a maneira como eles são usados. Com a aplicação dos princípios da economia circular no processo de produção, produz-se um impacto direto no consumidor e aumentam as vantagens para a empresa.

Graças ao uso de softwares de gestão financeira, o uso de resíduos como recurso pode ser promovido e controlado em tempo real, introduzindo no ciclo económico apenas aqueles produtos que não correspondem às necessidades iniciais para as quais foram criados, reutilização, reciclagem e valorização do produto. Em última análise, os custos de produção, bem como, os preços de venda ao público podem ser reduzidos, contribuindo assim, para um impacto social e ambiental favorável.