Blog de Finanças | 1 Junho 2020

O efeito do coronavírus na atividade financeira

O efeito do coronavírus na atividade financeira

O impacto que o COVID-19 teve na atividade financeira das empresas foi imediato. Algo já evidente desde o início do Estado de Alerta, em meados de março. Desde a implementação deste Decreto-Lei, a atividade das organizações foi visivelmente interrompida. Continuará assim por muito tempo, no caminho da recuperação do “next normal”. Nessa estrutura, o papel da atividade financeira e as responsabilidades dos CFOs mudaram significativamente. Os responsáveis pela gestão financeira devem redefinir a sua estratégia, com as ferramentas de gestão apropriadas.

A COVID-19, crise financeira e o papel da atividade financeira para 2020

Todos os CFOs consideram que o impacto do COVID-19 nas atividades financeiras do exercício fiscal de 2019 não poderá ser ajustado. No entanto, existe uma exceção. Se esse impacto puder ser demonstrado em tempo útil, ou seja, antes do término da atividade, e sem se manifestar mais tarde. Deverá proceder-se às divisões apropriadas na atividade financeira, para não haver uma visão distorcida nas contas anuais de 2019.

Tendo presente as atividades financeiras para o ano de 2020, vários aspetos devem ser considerados. É essencial realizar uma avaliação correta do impacto do COVID-19 na atividade comercial. Bem como as, estratégias de contenção de impacto e o consequente desenvolvimento.

Os ativos não financeiros

Podem ter sofrido algum desgaste. Deverá refletir-se nos testes de diminuição ao valor recuperável correspondentes às condições da IAS 36. Sem dúvida, que uma queda acentuada do pedido ou uma drástica redução na renda podem ser sintomas dessa situação.

Investimentos e interesses em empreendimentos conjuntos

Dependendo da participação do património ou equivalência, o CFO deve ter em consideração a potencial degradação de acordo com a IAS 28. Será necessário definir se as medidas adotadas durante a crise financeira pelo COVID-19 podem constituir um indicador de desgaste.

Stock e material imobilizado

Ambos os conceitos podem exigir uma reavaliação nas atividades financeiras. No caso do stock, reduzindo o seu valor para a realização líquida. Sendo, que uma diminuição na produção afetaria o volume de custos a serem contabilizados. No caso do material imobilizado, pode ser reutilizado ou não, durante a cessação da produção. A sua amortização deve ser tida em conta na demonstração de resultados.

Renda reconhecida

As receitas e vendas futuras podem ser afetadas devido à interrupção da atividade durante o COVID-19 e como tal, as medidas para diminuir a sua expansão. Contudo, podem ainda ter um impacto na medição de contra-prestações variáveis. Este último deve ser também reconsiderado, nas atividades financeiras, próximo do limite de reconhecimento.

Dados confiáveis, para uma reinterpretação da análise das atividades financeiras

A análise das atividades financeiras a ter em conta, deve fornecer uma avaliação do impacto do COVID-19, por intermédio dos elementos, como passivos não financeiros, riscos financeiros incluídos nas análises das atividades financeiras intermediárias. Em nenhum destes casos, o CFO poderá realizar uma análise apropriada e utilizar a atividades financeira como uma ferramenta de avaliação de impacto, sem apresentar dados atualizados. A fiabilidade e a força dos dados serão muito maiores através da utilização do software eficiente de gestão financeira. Desta forma, é possível otimizar e mecanizar os processos de consolidação e gerar atividades financeiras consolidadas num curto espaço de tempo, garantindo uma medição completa.

 

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