Blog de Finanças | 18 Maio 2020

Orçamentos financeiros, necessário revê-los?

Orçamentos financeiros

O impacto do COVID-19 na gestão financeira foi enorme. Para além da crise notória na saúde, o coronavírus, pôs em causa todas as previsões anuais. Foi necessário elaborar centenas de planos de emergência, de forma a agir de rápidamente para fazer face ao impacto económico para muitas empresas, provocada pela interrupção das atividades de bens não essenciais. Será necessário ainda, avaliar as consequências, no sentido, de desenvolver novas estratégias e traçar novos cenários com a aproximação do “next normal”. Teremos que actuar e planificar novas estratégias e cenários. Para tal, é de vital de importância, o potencial estratégico extraído dos instrumentos provenientes dos orçamentos financeiros.

Medição do impacto através de orçamentos financeiros

Pode afirmar-se que a crise do COVID-19 desencadeou alterações drásticas em vários setores económicos. Tendo em conta, que a maioria das expectativas do orçamento financeiro foram defraudadas. A faturação, datas previstas de cobrança e condições de pagamento foram alteradas de um dia para o outro.

Neste contexto, o orçamento financeiro é uma das principais ferramentas na avaliação do impacto da crise em cada sector individual. Também para realizar alterações – de maior ou menor significado – relacionadas com todos os itens que permitam a preparação de um plano de continuidade.

Os orçamentos financeiros como ferramenta para preparar um plano de choque

Através da gestão financeira, novas prioridades devem ser estabelecidas para minimizar o impacto e restruturar um novo plano de ação. Por exemplo, através de um controlo rigoroso de capital, do controlo dos atrasos nos pagamentos, das previsões de faturação antes de um novo cenário não estabelecido anteriormente nos orçamentos financeiros ou da negociação de novos planos de financiamento externo.

As empresas que optaram anteriormente pela digitalização e que nas suas habituais dinâmicas de trabalho apoiadas em soluções tecnológicas permitiam essa adaptação de forma mais orgânica, poderão atuar com maior conforto – dentro das limitações duma nova realidade a nível global – O novo posicionamento estratégico, irá significar de igual forma, uma certa vantagem competitiva.

Estratégias de ação e planificação para o ‘next normal’

Para além das modificações a curto prazo, que são fundamentais, os orçamentos financeiros também vão permitir a recolha de informação real e fiável, no terreno, que facilitam a tomada de decisões para o futuro. Este novo cenário, implica necessariamente uma redefinição das estratégias transversais das organizações.

Estes tipos de decisões precisam de ser tomadas com o máximo de informação possível. Embora, o contexto seja altamente condicionado pela legislação estabelecida pelas diferentes gestões

empresariais. Para além, das próprias oscilações do mercado e do sector. É de extrema importância, apresentar dados que ofereçam uma visão geral completa e real.

Se de forma tradicional os orçamentos e a gestão financeira eram cruciais para a sobrevivência dos negócios, a crise do pós COVID-19 atribui-lhes um papel de ainda maior importância. A utilização inteligente dessa planificação digital pode fazer a diferença entre superar esta situação com menor impacto negativo ou enfrentar um cenário catastrófico.

O salto à digitalização para crescer

Uma atitude determinada e com as ferramentas adequadas pode fazer diferença na forma de superar as piores situações, dado que nestes cenários sempre existem oportunidades para a transformação, para a melhoria contínua, para o salto para a digitalização financeira e porque não pensar, num possível crescimento económico.

É tudo uma questão de colocar em prática os recursos que facilitam e otimizam as tarefas do departamento financeiro. Neste momento, um software de gestão financeira que ajude a acelerar a elaboração do orçamento de forma colaborativa, com fluxos de trabalho automatizados e personalizáveis irão ajustar na planificação. Adicionando dados imprescindíveis para a antecipação e com a convicção de que, provavelmente, ainda que se adivinham tempos de alterações, a empresa e o departamento financeiro estão preparados para o que poderá vir.