Noticias | 11 Maio 2020

Resiliência para enfrentar a crise

Resiliência para enfrentar a crise

Nas últimas semanas, o uso do termo “resiliência” explodiu. E é perfeito descrever qual é a principal qualidade que as empresas devem ter para resistir a uma crise inesperada, como a do COVID-19. No entanto, quando falamos em resiliência, o mesmo acontece quando falamos em digitalização: digitalizar um departamento não implica que a empresa seja digital. A digitalização vai muito além, afeta as suas estruturas, fundações e, sobretudo, a sua cultura. Quando se fala em resiliência, acontece o mesmo.

Resiliência em todos os níveis de uma estrutura

Embora não exista uma teoria universal sobre resiliência, as teorias de psicólogos, consultores e especialistas dão-nos algumas pistas das características que devem definir empresas resilientes:

  • Ter a capacidade de criar e alterar estruturas;
  • Fornecer segurança durante o processo de mudança;
  • Gerir as consequências culturais desse processo;
  • Agir diante de dificuldades na promoção do crescimento;
  • Elas têm uma visão ‘centrada nas pessoas’ acima de tudo.

Flexibilidade e produtividade, são dois pontos-chave

Para sermos resilientes e termos a capacidade de enfrentar uma situação complexa e, em geral, adversa, precisamos de nos curvar, mas não quebrar. A chave é ser flexível para ser produtivo. Portanto, a flexibilidade das organizações, em todos os níveis e não exclusivamente de um departamento, é uma qualidade básica para emergir mais forte da crise económica que acaba de chegar.

O comportamento dos nossos clientes com a nova situação mudou e continuará a mudar, bem como os cenários que nos serão apresentados. Então, por que não devemos mudar também? Num contexto de mudança e incerteza, devemos assumir e abraçar a flexibilidade. De fato, o famoso media “Psychology Today” afirma que essa habilidade é essencial para as organizações. Os gestores devem optar pela flexibilidade na gestão das suas equipas. Além disso, os colaboradores também devem ser flexíveis, tanto nas suas tarefas, na maneira de se organizar como na sua predisposição para a aprendizagem. Sem ir mais longe, a súbita chegada do teletrabalho é um ótimo exemplo de como a única maneira de assumir essa nova rotina é ser flexível, uma vez que, segundo dados do INE, apenas 4% da população trabalhadora em Portugal teletrabalhava antes do surgimento da COVID-19.

Graças à flexibilidade, podemos ser mais produtivos. A produtividade alta e em contínuo aumento ajuda a proteger e a potenciar uma resposta sólida aos riscos que temos pela frente.