Blog RH | 24 Agosto 2020

Smart Working: alavanca para a transformação na gestão de RH

Smart Working: alavanca para a transformação na gestão de RH

Se antes da crise do COVID-19 existiam algumas dúvidas em relação ao teletrabalho, o next normal eliminou-as rapidamente. A produtividade remota tem demonstrado os seus benefícios mas também as suas desvantagens. Fazem parte de um conceito de trabalho completamente diferente, na gestão de Recursos Humanos e na retenção de talentos. Assim como, também alteraram as ferramentas e estratégias para enfrentar a situação. Afim de ter garantias durante essa transição, o smart working é essencial. Por que motivo? Porque centra-se em resultados e objetivos, e não em horas gastas – por vezes perdidas– durante o dia de trabalho.

As bases que sustentam o smart working

O next normal apresentou uma transformação severa no presente de muitas empresas. A deslocalização física, obrigatória devido à COVID-19, eliminou as suspeitas de produtividade fora do local de trabalho. Tem ainda favorecido medidas de conciliação familiar, redução de despesas e simplificação da logística de transporte. Apresenta ainda igualdades nas oportunidades de aquisição de talentos para portadores de deficiência. No entanto, o teletrabalho é muito mais do que realizar tarefas de forma remota, uma vez, que o smart working é muito mais do que isso.

  • Metodologias específicas. Para que o smart working seja eficaz é necessário definir de forma clara quais as tarefas que devem ser desenvolvidas e implementadas nesta nova dinâmica . Também é necessário ser excepcionalmente claro nos objetivos, bem como, no desempenho ideal.
  • Uma boa estratégia de comunicação. Um dos perigos da implementação do smart working é a ruptura do engagement, uma vez, que a comunicação e a dinâmica relacional típica do local de trabalho são perdidas. O desenvolvimento duma estratégia de comunicação adequada que garanta uma comunicação fluida é um dos desafios a considerar. E não apenas com informações estritamente relacionadas com o trabalho, mas também de caráter mais informal.
  • Ferramentas apropriadas. O smart working não pode ser implementado com êxito se não existirem as ferramentas de software para torná-lo viável e eficaz. Isto implica, o acesso à informação “na nuvem” até aos equipamentos com capacidade adequada. O salto em direção a essa fórmula requer ainda uma mudança para a transformação digital nos departamentos de RH com a utilização de softwares de gestão como o Talentia HR Suite.
  • Mobilidade e Flexibilidade. Trabalhar de modo remoto não significa necessariamente trabalhar a partir de casa. O smart working significa trabalhar em qualquer lugar, incluindo espaços de trabalho partilhado próximo de casa, por exemplo. Esse é uma das principais características que atraem para a gestão do RH. Como também é muito benéfico – em termos de produtividade e eficiência – a possibilidade de ser o trabalhador quem gere o seu tempo. Horário de trabalho, carga horária, ao longo do dia, etc.

O smart working como fator para a retenção de talento

Ser capaz de abraçar o smart working no next normal não significa apenas uma mudança importante em termos de produtividade. Será ainda, uma reivindicação de primeira ordem, quando se trata de reter talentos. Na verdade, a filosofia de gestão de RH na hora da contratação foi alterada. O princípio tradicional de “atrair e reter” está a ser substituído por “atrair de forma permanente”.

No futuro os Diretores dos Recursos Humanos prevêem um aumento significativo na mão de obra externa. Até 79%, segundo dados da Nexo Professional Community, contabilizando, funcionários externos temporários e autónomos. Na capacidade de uma empresa “atrair” esse talento externo e reter o interno com uma boa implementação smart working pode estar grande parte do sucesso a curto e médio prazo.