Blog RH | 20 Julho 2020

Soft Skills imprescindíveis para a fidelização de talento no pós-COVID-19

Soft Skills imprescindíveis para a retenção de talento no pós-COVID-19

O “next normal” requer uma nova abordagem para os responsáveis pela gestão de talentos, uma vez que o cenário atual também é novo. E não apenas porque o contexto é diferente ou devido a diferentes condições “externas”. A gestão de talentos pós-COVID-19 implica ter em conta que a sua principal característica é a utilização adequada. E uma das maiores oportunidades que todos os diretores de recursos humanos e gestores de talentos de RH têm perante eles é potenciar a as características que os colaboradores atuais apresentam – em vez de tentar atrair novos ativos – e usar todos os recursos à sua disposição, para a identificação, avaliação e promoção de funcionários dentro da empresa.

O ‘next normal’ destacou a enorme importância de ‘soft skills’, que são essenciais. Tanto atualmente, como no futuro próximo. Muitos deles exigem uma recuperação de competências. Outros, implementam curvas de aprendizagem com novos objetivos. Em qualquer caso, a gestão de talentos pós-COVID-19 deve prestar atenção especial a um conjunto específico deles, valorizando o envolvimento em ferramentas e ambientes tecnológicos.

Uma gestão de talento que potencia a atitude, em vez da aptidão

Com atitude, referimo-nos à promoção de competências pessoais que priorizam uma forma específica de enfrentar as atividades diárias. Uma disposição empreendedora em novas situações, a presença de riscos em cenários incertos ou uma preferência por inovação e criatividade, por exemplo. Essas “soft skills” devem ser monitorizadas, seguidas e recompensadas na oferta de talentos disponível na direção de recursos humanos responsável no “next normal”.

Estas competências, podem ser denominadas também de competências “comportamentais” e são relativamente difíceis de quantificar. Não são tão mensuráveis quanto ao desempenho ou produtividade, mas verificam-se na dinâmica relacional e podem ser identificados através de ferramentas adequadas de gestão e monitorização. Algo que requer gestão de pessoas e de talentos no pós-COVID-19, mas que continuará a ser essencial no futuro. A consultoria McKinsey, no seu relatório O Futuro do Local de Trabalho, estima que até 2030 a procura por requisitos tecnológicos aumentará em 55%, no entanto, o interesse por características sociais e emocionais apresenta um aumento de 8% nas competências ao nível cognitivo, como criatividade ou processamento complexo de informações. Estar hoje preparado tornará “confortável” o ‘next normal’. E também nos tornará mais competitivos amanhã.

Flexibilidade e facilidade e gestão de aprendizagem essenciais na gestão de talentos no pós-COVID-19

A realidade do pós-COVID-19 está a recompensar todos aqueles que são capazes de “aprender a aprender”, além de esquecer conhecimentos, dinâmicas e fluxos de trabalho aparentemente estáticos. A realidade é muito mais fragmentada e imprevisível do que há alguns anos atrás. Ser capaz de se adaptar, melhorar e adquirir novos conhecimentos e experiências é outra das características “soft skills” mais valorizadas no ‘next normal’. Não só capacitará melhor o nosso talento disponível. Também aumentará a tolerância à incerteza, porque estará preparado para qualquer situação.

Nesse sentido o responsável pela gestão de recursos humanos, devem fazer todos os esforços necessários para que o talento continue a ser valorizado. Dedicar cerca de 20% do dia útil a adquirir novas competências é, segundo os melhores consultores, uma das decisões mais inteligentes já tomadas. Assim como, a prática de projetar e implementar currículos de formação interna que favorecem desejo do trabalhadores em adotarem esta cultura de melhoria contínua.